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Após cem anos da morte de Euclides da Cunha, o leitor tem pela primeira vez acesso ao conjunto integral de seu acervo poético. Quem já conhece a arte maior de sua prosa encontrará aqui o complemento ideal para a melhor compreensão da obra e do pensamento desse intelectual ímpar. Mas os versos também falam por si, e seus méritos decorrem da contribuição que acrescentam à história da cultura brasileira, da literatura, da crítica e da poesia.
A edição número 83 da revista Reflexos de Universos, foi publicada em maio de 2014, no seu ano 38 e no ano 50 da ditadura civil militar instaurada de forma sub-reptícia e que se prolongou durante os governos de 1964 a 1985 que se caracterizaram por uma estreita aliança política entre restritos círculos de civis e de militares, sob a hegemonia aberta destes últimos. A edição foi uma das mais comentadas e requisitadas por pesquisadores, estudantes, professores e muitos militantes que participaram em Cruz das Almas do movimento à época, porque a revista apresentou uma retrospectiva dos acontecimentos sob a forma de poemas, de crônicas, de ensaios, de homenagens, de entrevistas, de relatos de fatos acontecidos nos porões da ditadura envolvendo cruz-almenses, principais atores do inconformismo ante o acontecido.
A memória, onde cresce a história, que por sua vez a alimenta, procura salvar o passado para servir o presente e o futuro. Devemos trabalhar de forma que a memória coletiva sirva para libertação e não para a servidão dos homens” (Le Goff , 1994).
Esta coletânea reúne a história de milhares de ex-escravos e de seus descendentes dos últimos anos do século XIX até a década de 1980. De forma plural e inovadora, analisa os significados do pós-abolição - período de propostas, lutas e expectativas - por meio de biografias, da trajetória dos movimentos sociais e da formação e consolidação de instituições negras. Textos de Wlamyra Albuquerque, Elizabeth do Espírito Santo Viana , Flávio Gomes, Joselina da Silva , Karin Sant'Anna Kössling , Karla Leonora Dahse Nunes , Kim D. Butler , Maria das Graças de Andrade Leal , Maria do Carmo Gregório , Michael Mitchell , Paulo Roberto Staudt Moreira , Petrônio Domingues e Beatriz Ana Loner.
O ano era 1910 e o Brasil se preparava para a sucessão do presidente Afonso Pena. Dois candidatos disputavam a presidência da República: de um lado o baiano Rui Barbosa e do outro o gaúcho Hermes da Fonseca. Nos estados, as oligarquias corriam contra o tempo construindo acordos para garantir a vitória de seus postulantes ao Palácio do Catete. Nas ruas, um clima poucas vezes visto no período: caravanas, comícios, discursos em praças públicas e "santinhos" conclamavam a participação do "povo" em meio a eleições que eram bem excludentes. A Campanha Civilista, como ficou conhecida, foi capaz de modificar o cenário político de vários locais do país, dentre eles, a Bahia. Nesse sentido, através de uma vasta documentação (charges, jornais, correspondências entre autoridades e fotografias), o livro demonstra como esse pleito reordenou as alianças partidárias até então construídas na "terrinha do vatapá" e, amparado por uma específica historiografia, constata que essa pugna eleitoral é um dos exemplos que nos permitem entrever a Primeira República (1889-1930) para além da "política do café com leite".
Este livro é o resultado de alguns anos de pesquisa. Ainda na graduação, Leonardo Guimarães Leite enveredou pelos territórios limítrofes da história e da ficção na América Latina. Sob o impacto da leitura de A guerra do fim do mundo, o autor principiou sua viagem no tempo em busca de revelar as distintas imagens produzidas em torno da enigmática e representativa figura do cearense Antônio Vicente Mendes Maciel, eternizado como Antônio Conselheiro, o beato de Canudos. Em sua trajetória terminou por, corajosamente, focar seus esforços intelectuais nos mais exímios narradores que se debruçaram sobre a vida desse personagem: Euclides da Cunha e Mario Vargas Llosa. A correta perc...
Este livro tem como foco o Recife do século XIX. Uma cidade plural e cosmopolita que (vivenciando uma série de "melhoramentos materiais", novas sensibilidades e novos espaços de sociabilidade) possuía certa aura de civilização e de modernidade, conforme os padrões (europeus) da época. Mas, por outro lado, também permanecia enredada nas teias do que era considerado arcaico e incivilizado, negando-se a ser enquadrada dentro dos supracitados padrões. Resultado de cuidadosas pesquisas de arquivo, os capítulos aqui reunidos apresentam para aos leitores e leitoras pequenas amostras desse multifacetado cotidiano da capital pernambucana no Oitocentos.